sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pedacinho do Nada

Houve um momento, onde o passado queria criar um futuro diferente.
Trouxe lembranças, luar, sol, musicalidade e algumas lágrimas.
Entre as nuvens, perto das estrelas, abaixo algumas luzes ofuscantes.
De olhos fechados foi-se muito longe, pra onde não se poderia ir naquele momento.
Então chegou em novidades de pés no chão.
Aquele olhar era muito contente, mas esperava-se um adeus mais cedo ou tarde.
O outro olhar era novo, afetivo, digno de um abraço apertado.
Foram longos passos, desde a música à poesia.
Areia nos pés foi achado um “pedacinho do nada”!
Singularmente a dois, a três, ou até quatro degustava-se o pôr-do-sol naquele pedacinho do nada. Desde os mergulhos profundos, ao transatlântico sonhado.
Beleza de Deus!
Em uma noite tão gostosa de fumaça, sal e som terminara em dor, pra uns.
E as fortes lembranças distantes lembranças, desejava-se.
Desejava-se até estar naquele pedacinho do nada.
E quanto ao passado, ficou no passado.
O futuro? É o presente do passado.
E o futuro distante, só guarda as lembranças do passado, mas com ele não se vive.
De volta as nuvens, o céu estava claro, o sol distante e os olhos expressivos.
As lembranças foram guardadas com todo afeto numa caixa com aquelas chaves.
Passado, presente, futuro.
De volta aqui.
Futuro, presente passado.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Singularizando

É tarde fria, e a música me acalma
Pela janela clara, o vento se alastra
Na espera ansiosa, lembranças se misturam com sonhos
E de olhos fechados sinto o vento pelo rosto
Tempo
Solidão
Música
Emoção
Vivo um dia cada dia, sem poder prolongar

quinta-feira, 24 de março de 2011

Diário de um Estanho

Um olhar triste
Uma dor
Uma lágrima
Um sofrer
Momentos assim que a morte chega bem perto, ri, debocha, faz sangrar
E você vê toda a conquista se propagar no chão como a água que caiu do copo, da sua mão, uma cólera. E ao mesmo tempo em que você tem aquele aconchego carente, você não tem mais nada, se perde por questões de segundos, e a raiva se consome. Você se vê só, infeliz, um vilão, capaz de abalar a emoção mais frágil que usou da mesma pra te dar suspiro.
A tristeza é uma coisa tão feia. Ela é tão traiçoeira, que chega á gente nas horas mais inesperadas, a tristeza tem prazer no que faz. E às vezes ela traz a infelicidade.
Então olho para os lados e onde está aquele amor que tanto desejo?
Onde está aquele consolo, aquela pele, aquele carinho? Km de distância.
Como eu queria ser uma criança, inocente, cheio de perguntas sem respostas na cabeça. Como eu queria poder viver em um mundo onde não pudesse viver com pessoas grandes. Como eu queria poder ter uma vida sem clichês, frustrações, prisão e mágoas. Mas o mundo de fadas só existe mesmo nos papéis, coloridos por aquarelas.
Aquarelas. Essas sim são capazes de dar cor, sentido, e criar uma dimensão que todos queremos viver, mas nenhum de nós nos disponhamos a viver esta “Loucura”, por medo de criticas. Mas todo mundo sabe por em um papel.
É amigos, viver é fácil. Difícil são as escolhas que temos que tomar constantemente, e nos leva aos momentos caóticos. Ninguém quer se responsabilizar por erros passados, sempre tem alguém a carregar o fado sem culpa. Todos nós cativamos, mas nenhum de nós quer ter responsabilidade alguma sobre aquilo que nos foi cativado.
A vida também não é injusta amigos, as pessoas que entram nela que torna. Enquanto tiver mais de um, sempre haverá comparações, e depois, ninguém entende o mal que lhes é feito, as proporções tomadas.
Mas sem dor, não há fortaleza.
E se hoje eu me encontro fraco, triste e só. Tenho certeza que amanhã eu estarei forte, revigorado, e pronto pra mais uma lágrima. Ou queda.
 E com toda certeza digo: “Se hoje sou esquecido, amanhã serei uma eterna lembrança.”

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

No Deleite do Céu

Sob as nuvens pude ver o quanto o mar é infinito, e o céu é lindo. E me perdi em toda aquela imensidão, outro mundo, outra sensação, me trazendo lembranças, reflexões, e saudades.
Sob as nuvens pude sentir por instantes o sabor da liberdade, olhar as nuvens com um terceiro olhar. Ver que toda aquele infinito poderia ser um outro mundo, outro planeta terra, que as nuvens são feitas de algodão, que o céu é uma solidão.
Senti falta das mãos cujo nunca pude sentir o calor transpirarem entre as minhas, senti falta daquela voz que me vinha à mente, da presença sincera, senti falta do vendo que varria as nuvens enquanto houver ar pra respirar. E olhar o céu e o mar, é como ver o casamento perfeito, uma unificação de duas matérias, de duas cores, dois seres tornam-se uma só, e meu olhar perdia-se naquele infinito ilimitado, limitando-se a um ponto, em vários pontos.
Pude fechar os olhos em instantes e me atirar naquela imensidão, dois corpos, unificado a quatro, meu ser, todo meu, só nós. Fui egoísta, fui amante, fui pássaro, mas não pude deixar de me entregar à cognição depois de ter tido esta visão, este desejo.
Mas é que quando fecho os olhos, sinto aquelas mãos me envolver como nuvens, é instigante. E meu corpo e o desejo comprimiam-se tão destilado que quase me atirei do céu, mas preferi me atirar em meus desejos, e sonhos onde pela certeza eu teria, e me contentei.
E mais uma vez sob as nuvens senti saudade, tomei um suco pra aliviar o mal estar, olhei as horas, ouvi a “Pedra fundamental”. E eu estava tão longe do que eu queria, porém tão perto de chegar, que lutar não valia à pena, eu estava ali a permear entre o céu e a terra.

Então o frio em minha barriga foi o que eu precisava saber de que ao solo estaria chegando, mas não com tuas mãos, não nas nuvens, nem nas areias. Mas eu sei o que dizer quando me falaste de nós, em segurar as minhas mãos, digo que é possível, que é tão possível como pude um dia chegar ao céu e me perder em tua imensidão, e que um dia, neste mesmo céu estarei lá contigo, em vida e em morte. E eu terei liberdade de andar sob as nuvens, sob o céu, sob o mar, nós.  No deleite no céu.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Espelho Invertido

Você não pode imaginar o que se passa por esta cabeça
Sua voz fala como se eu fosse culpado por tudo que sinto, por tudo que sou, e soul
Numericamente suas palavras são desnecessárias, carentes, fluentes ou influentes
Hiperbolicamente sua ira só te faz perder tudo àquilo que tu mais amas
Olha pra mim, me diz com toda a coragem, se tens coragem
Olha profundamente nos meus olhos e enxerga o sangue que rouba as lágrimas internas
Deixa de hipocrisia, minha imagem nem sempre reflete a tua, vê isso
Faltou paciência, faltou tua carência, faltou incoerência
E testa a testa foi dada a largada do confronto de duas imagens, em um espelho
E hipoteticamente pude conter o suor do desgaste
Foram tão efêmeros os nossos risos sinceros
Foi tão intenso o sangue no olhar, e nada se fez
Posso não saber de tudo, mas sei de tudo que faço mesmo inconstante, sei
Quanto a ti, olha pra dentro e vê o quanto egoísmo te sobra pra expor sem que se perceba?
Sentimento este abrasivo, que cabe dentro de nós
Então me vejo de um lado coberto de outro lado, onde só eu sei onde estou e como estou
Sem entender se quer nas entrelinhas deste nosso diálogo
Mas quando só eu sei o que tudo sei
E sem saber onde isso tudo pode dar
Com todo respeito, fico tenaz com minhas idéias, pondo em prática nos momentos exatos
E te não só te respeito como também te entendo
E apesar do tempo passar pra nós dois, mesmo em tempos diferentes, tudo leva
Só não leva o que o que foi construído, as lembranças e as semelhanças
Vulnerável em alguns momentos, espelhos d’água
E o que eu penso, eu vivo, o que eu construo é meu
Eu sou eu, sou o que sou me construo a cada eclipse, a cada amanhecer
Tenho muito a ensinar, mas estou sempre disposto a aprender
E deste lado é muito diferente do outro lado
Do que temos certeza?
O que se sabe se é certo ou errado?
O que a ciência e a religião tanto quer dizer se vivendo se aprende muito?
E a vida segue como o caminho, o a água do riacho, o ponteiro do relógio
Sem voltar o que começou
Mas sempre podendo voltar pra recomeçar
Eu, você, todos

domingo, 23 de janeiro de 2011

Amor Estranho Amor

 Eu não quero ter o amor dos homens
Aquele amor que se diz ser eterno
E que o todo eterno um dia acaba
Amor de promessas ditas, palavras ao vento
Movidas por sentimento
Desperdiçando meu prazer
Pondo em risco minha inocência
Viver um segredo, Ardente segredo
É Perigoso arder
É Perigoso Amar
É Perigoso Te Ter
Eu não quero ter o amor dos homens
Sentimento sem nexo, sem fundamento
Com um fundamento “Duvida”
Dizer “eu te amo” é tão fácil
Sentir “eu te amo” é tão duvidoso
Quanto o amor dos homens
Que não são como o amor dos anjos
Aqueles do bem
Que ninguém nunca vê, mais sente
Anjos são puros
Homens são Sujos
Anjos não são humanos
Homens são desumanos
Homens amam por prazer
Anjos sentem prazer em amar
Mais amam
E O amor aquele, o dos homens e o dos anjos
Ainda é amor
Que Sempre Dura
Mais Um Dia Acaba

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Precioso Destino

Precioso destino
Peço-te pra que um dia em minha vida eu me torne um grande homem
Que quando eu for começar que tenha força pra chegar ao fim
Que cada pessoa que entrar em minha vida, possa ter uma grande importância
Por mais que em algum momento eu seja ferido
Com que eu saiba erguer cada tijolo do meu castelo
Ter muitas riquezas sentimentais e materiais
E saiba lidar com a inveja e o ódio
E ter sempre do meu lado a humildade e o perdão
Precioso destino
Peço-te pra que em cada volta eu possa cair nos braços da minha mãe
E ouvir sua doce voz dizendo que me ama
Que meus amigos possam estar realizados
E que meus irmãos possam ter descoberto o verdadeiro valor que a vida tem, e quão infinita ela pode ser
Que eu sempre possa olhar pra o passado, pra não repetir no futuro
Que eu possa sentar no chão de casa com meus grandes amigos
Que eu possa tomar aquela bebida conscientemente feliz
Misturado com músicas, poesias, e sentimentos
Precioso destino
Peço-te que em algum momento eu possa encontrar os olhos mais brilhantes
Encontrar um amor simples e carinhoso
E que eu possa viver um amor renovado a cada dia
E me perder em seus lisos abraços
Acordar bem cedinho e olhar aqueles olhos castanhos se abrindo
E ouvir um “Bom Dia” daquela voz rouca de sono, seguido de um beijo todos os dias da minha vida
E viver esse amor sem cautelas e inconseqüências
Mas que sejamos sábios pra cada dia desfrutar os nossos prazeres
Precioso destino
Seja cauteloso comigo e não tira a minha fé em Deus
Pra que eu possa crer que o futuro existe e que ele é meu nas horas mais difíceis
Porque eu sei que sem Deus eu nada sou, nada tenho
Faz de mim um grande homem precioso destino
Que eu não me seja mais um Pierrot desiludido
Que eu não me entregue à vida tão facilmente
Mas que eu sempre possa carregá-la, e descobrir o verdadeiro valor de primavera a primavera