segunda-feira, 28 de maio de 2012

You can have a world

Seria ela uma Deusa?
Seria ela uma lenda?
Quantas mais de ti tu queres?
Velha em pele de jovem
Nudez coberta de rendas, Rafa sempre foi ela
Sempre foi como ela
As vezes mãe, dentre outras filha
Em suas lágrimas escorrem saudades, em seu peito vontade, ali, inerte
Tuas curvas de Capitu em teu corpo colorido, nu
Cheiro de cravo, estrénuo, valente
Sabor de canela, doce, denodado, tão forte e suave ao mesmo tempo
Sua intensidade provém do leão. Imediato, redundante...
Sua calma vem das músicas, do dia seguinte
Aqueles outros homens tolos, da qual tua lágrima no rosto queimou
são apenas tolos homens
Buscai sabedoria naquilo que te dói e vem a força conveniente
Tenha seu tempo, tenha sua distração, descubra que toda dor no fim
tem um alívio e um escudo
Veste tua saia e gira feito ciranda. Fecha teus olhos, abre teu belo sorriso,
canta e se encanta
Teus passos só tu sabes, lá tens deixado segredos, tuas dores, teus anseios
e tua criação que representa no teu espírito
Saiba que nada tem um fim
Para toda porta que se fecha, existe um caminho que te leva a uma aberta
E lá tem um mundo enorme

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Minha vida com ela

Seu olhar transmite calma
Sua voz soa como um campo de flores
Em tudo que tuas mãos tocam, são de plena pureza e dedicação
Em seu coração cabe um amor incondicional, amores, condicional
Por ti daria um mundo. Não este mundo imundo, um mundo talvez de utopias
mais próximo de nossa realidade, transcendental
Por ti, carregaria minha vida paralela à tua
Minha alma em teu mundo
O mundo em nossas mãos

domingo, 11 de março de 2012

Quanto dura

Quanto tempo dura a morte?
 Papéis escritos, manuscritos a mão, lá fora a chuva, cheiro de carvão. Café no bule
tem o cheiro forte fidedigno de toda manhã e afeto. Os pés sujos, as mãos sujas,
as pernas sujas.
-Demora mais, fica, não sai!
-Só se for pra sempre.
-Então mora em mim, em nós.
Migalhas de papel ao chão misturada as cinzas do que sobrou. O resto da vida que dura alguns instantes, para restituir da pele a alma em mim, ninguém.
Esvanecer.
Como se minha alma pertencesse e estivesse noutro mundo sendo eu então
mais um estranho por aqui.
Tornou então poesia o sobejo da solidão, dor e suor .
Saindo da pele o corpo, adeus.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sem ti, sentir

Nada vale uma dor covarde
Quando de amor de um a alma alimenta
Estrada sem rumo
Choro sem documento

Sentir é fechar os olhos e apreciar o sabor no tato, ofato e paladar

Por que ser feliz a gente inventa
E com o resto a gente se contenta

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Retrato desigual

Aos homens que querem mais, e não sabem o que ou porque. 
Homens fracos, covardes, sedentos de prazer, querendo não querer.
Perdem por não tentar, solitários fins, afim, por fim fica assim.
Príncipes perdidos no subúrbio obscuro.
Buscam o que a sociedade impõe.
E continuam quereno mais, e mais, e muito mais... Mas não sabem o que. Só querem pra ter.

sábado, 5 de novembro de 2011

Palavras alternadas de uma mente conturbada

Não diria que com tanta facilidade seja covardia
É como se materialismo fosse mais saudável o que espiritualismo
O ego grita, compaixão não sente
O chão leva o peso, a água escorre negra
Os passos somem na alvorada do entardecer
As mãos calejadas do suor em covardia
Meu olhar para alguns pode ser insano
Mas um tal sábio, sábio é de loucuras alternadas
A aqueles quem vive a impressionar, uma hora cai só
Lastimando o passado cuspido, tendo o só então
O futuro sim, é para os fortes de emoção
Partiu em frente sem uma hora pra retorno
Disse "Adeus" sem nem dar "Tchau"
Um velho na esquina, um timbal e uma viola
Não se é tão comum
Uma vida, três lados, eqüilátero mundo assim
Roda um, dois, três, sem ter vez
Nascer da água, ter um filho pra criar
Descobrir o que é amar, como se ama, como se tem
Pois aqui é o lugar

sábado, 22 de outubro de 2011

Assim, sem você

Eu já não quero mais entender
O motivo de tanto silêncio
Meu grito clama tua boca
Que se tornou tão peculiar